CLÁUDIO GELAPE

Clinica de cirurgia cardiovascular

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Aprenda e se cuidar da sua saúde cardiovascular

A vida de um jovem transplantado

“Sou T., tenho 21 anos e minha insuficiência cardíaca foi consequência de um bloqueio congênito total do atrioventricular, descoberto quando ainda era apenas um feto. Os médicos chegaram à conclusão que teriam que implantar um marcapasso logo após meu nascimento e todo esse procedimento foi realizado com sucesso.

Minha infância como usuário de marcapasso foi muito saudável. Sempre tive uma vida normal, praticava atividades físicas e brincadeiras, mas tudo dentro da minha limitação, já que sentia cansaço mais rápido que os outros colegas.

Mesmo levando uma vida normal, a doença foi se agravando, e a insuficiência cardíaca ficava cada dia pior. A partir de 2014, então com 19 anos, comecei a sentir esse problema com maior intensidade. Me cansava muito rápido e as dores no peito eram frequentes, além de sentir muito enjoo e falta de apetite. Tudo piorou quando sofri a congestão de vários órgãos e tive retenção de líquidos. O quadro me levou a uma internação e logo veio o diagnóstico assustador. A única solução: passar por um transplante cardíaco.

A partir daí começou a maratona para entrar na fila do transplante. A espera e a angústia são dolorosas, o medo é intenso, mas a fé em Deus me ajudou a não perder a esperança e me manter firme. No hospital recebi uma excelente assistência médica, tanto da equipe do transplante quanto da enfermagem, dos nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas. Esses profissionais foram também muito importantes para a minha saúde emocional, me enchiam de esperanças e forças para aguentar a espera pelo transplante.

Após quatro meses e meio de internação recebi no leito a melhor notícia da minha vida: o cirurgião Dr. Cláudio Gelape me comunicou que havia um doador. Foi um momento de grande alegria e emoção. A cirurgia aconteceu de forma maravilhosa e o período de recuperação foi rápido e pouco doloroso. Dentro de alguns dias eu já fazia atividades rotineiras e caminhadas curtas.

Hoje, após um ano e meio que recebi o transplante, levo uma vida praticamente normal, tomo alguns medicamentos e tenho bastante cuidado com a alimentação. Frequento a faculdade, pratico esportes como lazer, faço exercícios físicos na academia e também vou ao estádio assistir meu time, o Atlético-MG.

O transplante foi muito importante para mim e assim é para muitos, pois salva as pessoas e proporciona uma ótima qualidade de vida. No entanto, a alta taxa de recusa das famílias em doar os órgãos chega a ser um problema. As filas se tornam longas, demoradas e não são todos os pacientes que conseguem esperar pelo órgão. Por isso acredito que os programas que incentivam a doação de órgãos podem reverter esse quadro e tornar os transplantes mais eficazes.”