CLÁUDIO GELAPE

Clinica de cirurgia cardiovascular

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Angina, a dor do coração

Você já ouviu falar de angina? Angina é um sintoma que atinge primordialmente pessoas com problemas nas artérias coronárias do coração. Conhecida também como angina de peito, ela se manifesta pela dor torácica transitória – uma sensação de pressão que surge quando o músculo cardíaco não recebe oxigênio suficiente. Tal dor é causada pelo estreitamento das artérias que conduzem o sangue ao coração. Por estarem obstruídas ou estreitadas, as artérias não conseguem irrigar o coração com a intensidade e eficácia necessárias para abastecer o órgão com oxigênio, o que resulta em uma dor forte na região do peito.

Quais as causas da angina?

Normalmente, a principal causa da angina é o estreitamento das artérias coronárias, mas outros fatores podem ocorrer, como anomalias da válvula aórtica (especialmente a estenose, que é o estreitamento da válvula – leia mais sobre essa doença neste post), a insuficiência (regurgitação através da válvula aórtica) e a estenose subaórtica hipertrófica. Outro fator que pode desencadear angina é o espasmo arterial e a anemia grave.

Quando ela se manifesta?

A angina aparece como um dor no peito quando nos exercitamos ou fazemos um esforço físico maior do que estamos acostumados. O desconforto costuma passar logo que repousamos. Estômago cheio e temperaturas baixas também desencadeiam as dores.

A angina se manifesta de duas formas: variante e instável. A angina variante é quando os espasmos de dor acontecem em repouso e também quando há alterações no electrocardiograma (ECG) durante os episódios. Já a angina instável é mais grave, pois os sintomas variam. Uma dor mais aguda ou ataques mais frequentes podem caracterizar a manifestação da angina em sua forma mais agressiva.

Tratando a angina

Os tratamentos variam de acordo com o grau da doença, mas o mais indicado é a medicação controlada. Pressão arterial elevada e valores altos de colesterol são os principais fatores de risco – se eles aparecerem um médico deve ser consultado o mais rápido possível. O hábito de fumar também é um fator muito relevante na manifestação de doenças das artérias coronárias, por isso é imprescindível evitar o cigarro.

Quando a medicação e a mudança dos hábitos de vida não resultar em melhora da doença, o mais indicado é a intervenção cirúrgica. A cirurgia de derivação das artérias coronárias, conhecida como ponte de safena, pode aumentar a tolerância aos exercícios, reduzir os sintomas e diminuir a dose requerida de medicação. Se o paciente não apresentar nenhuma outra doença do coração, nem histórico de infarto ou qualquer outra doença que contraindique a cirurgia, as chances de melhora são de 85%, com risco de morte de 1%.