CLÁUDIO GELAPE

Clinica de cirurgia cardiovascular

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Cirurgias com robôs podem substituir a mão de obra médica?

A tecnologia nos trouxe muita praticidade e economia de tempo. Ela derrubou fronteiras, estreitou as paredes do mundo e nos deu mais espaço e interação. Nesse cenário, um aspecto que desperta cada vez mais o interesse dos cientistas é a inteligência artificial. Vários filmes de Hollywood já abordaram a relação dos robôs com os humanos, inclusive de como essas máquinas podem substituir as pessoas. A realidade, porém, mostra um outro lado bem menos dramático e apocalíptico: os robôs estão surgindo para auxiliar a mão de obra humana, então há nada a temer.

Cientistas do Children’s National Medical Center testaram e mostraram um robô autônomo (supervisionado por um médico) costurando o intestino de um porco tão bem quanto um profissional humano. De acordo com um dos responsáveis pela pesquisa, o uso de robôs em cirurgias “não é para substituir os cirurgiões de amanhã, mas fornecer experiências coletivas de como as coisas devem ser feitas.”

Uma ajuda nunca é demais

O uso de robôs em cirurgias não é uma novidade. Cirurgiões de todo o mundo já recorrem à tecnologia para realizar operações complexas. No campo das cirurgias cardíacas máquinas com componentes robóticos também têm sido cada vez mais utilizadas.

Assim como alguns robôs conseguem captar os sentimentos e desejos humanos, outros tomam decisões de onde as suturas devem ser feitas baseados na visão e na pressão. Nesse segundo caso os robôs atuam muito mais como máquinas do que como “possíveis humanos”, por isso tornam-se tão necessários, já que vão ajudar nas tarefas mais repetitivas.

Apesar de serem parte fundamental da tecnologia, há situações em que os robôs não conseguem ajudar. Sentir empatia por pacientes e familiares, ou mesmo entender que certos casos não dependem somente de técnica, mas de atitudes emocionais, são situações que só os humanos são capazes de resolver. À parte disso, os robôs podem e devem ser usados em parceria com médicos e cirurgiões.

Um caso interessante que já acontece na Bélgica é o do robô Pepper. Ele não é médico, nem enfermeiro, mas já circula nos hospitais recebendo e interagindo com os pacientes. Isso nos conduz a uma pergunta: quais serão os próximos passos?

 Fonte: http://rr.sapo.pt/noticia/68675/os_robos_vao_substituir_os_medicos

http://edition.cnn.com/2016/05/12/health/robot-surgeon-bowel-operation/