CLÁUDIO GELAPE

Clinica de cirurgia cardiovascular

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Aprenda e se cuidar da sua saúde cardiovascular

Relato de um paciente operado de plastia valvar
Um ex-bancário não poderia imaginar que sua rotina regada a tensões, prazos e metas para cumprir o levariam a sofrer um colapso 

O senhor G, de 46 anos, começou a trabalhar como office boy aos 13. Foi em um banco, como concursado, que construiu sua carreira de mais de 30 anos, da qual se aposentou há pouco tempo, por conta de uma Lesão de Esforço Repetitivo (LER).

As atividades realizadas no banco, muita vezes mecânicas, geraram uma tendinite aguda e depressão. A vida de bancário também lhe rendeu um desgosto pelo computador. Segundo ele, quase nunca acessa a máquina, prefere lidar com as pessoas.

Foi em 2009 que o senhor G começou a sentir os efeitos de uma vida estressante. Durante o dia se cansava com frequência, não conseguia andar mais de 200 metros, sentia falta de ar e dor no peito. Consultou seu cardiologista de confiança e, por dois anos, tomou remédios que apresentaram poucos resultados: a pressão foi controlada, mas a “aceleração” dos batimentos cardíacos continuavam.

Por indicação de seu cardiologista, e cansado de levar uma vida limitada, senhor G procurou um cirurgião cardiovascular. “Eu não estava aguentando mais. Não conseguia andar 100 metros por conta do cansaço e da falta de ar. Foi então que o Dr. Cláudio Gelape explicou o que estava acontecendo com o meu coração”, conta.

O diagnóstico

G sofria de uma doença degenerativa da valva mitral, que acomete 2% a 3% dos pacientes com problemas na valva mitral, o que pode ocasionar o prolapso valvar que é o deslocamento da valva mitral para o átrio esquerdo. Essa condição pode ser diagnosticada pelo exame de ecocardiograma – foi assim que senhor G descobriu que sofria de uma doença do coração.

Com o diagnóstico em mãos era hora de agir já que, lentamente, o coração de G estava dilatando, um mecanismo de defesa para diminuir o sofrimento do órgão perante uma insuficiência cardíaca. Essa condição é conhecida como Mecanismo de Frank-Starling, e foi descrita por Otto Frank, médico alemão, e Ernest Starling, fisiologista inglês, em 1918.

O paciente chegou ao consultório no dia 4 de outubro e logo se sentiu preparado para a operação. “Dr. Cláudio me passou uma confiança muito grande. Eu queria operar no mesmo dia, até levei a mala de roupa”, declara o paciente. Mas antes de entrar na sala cirúrgica, ele precisou consultar seu dentista para extrair um dente que estava lhe causando uma infecção bucal. Por opção sua, preferiu ficar sem o dente e fazer logo a cirurgia. “Mais vale uma boca sem dente do que um coração doente”, afirma

A cirurgia

Um mês após o diagnóstico final, senhor G foi operado de plastia valvar mitral pela equipe do Dr. Cláudio Gelape. Durante as 4 horas de operação estavam presentes, além do Dr. Cláudio, dois cirurgiões, uma instrumentadora e uma perfusionista, profissional que auxilia a manter o paciente vivo enquanto se opera dentro do coração. No caso de G, esse processo durou 50 minutos.

Quando acordou, já no CTI, a sensação do senhor G era outra. Não sentia mais os incômodos que o acompanharam por quase três anos. Os quatro filhos e a mulher respiravam aliviados. Senhor G não teve medo, pois viu no seu cirurgião a figura de um salva vidas. “Deus é o médico dos médicos e vai usar o Dr. Cláudio para fazer o melhor que for possível”, pensou. E assim o fez.

O começo de uma nova vida

Cinco dias depois da cirurgia senhor G já caminhava tranquilo pelas ruas do seu bairro, em Betim (MG). Os vizinhos olhavam curiosos e surpresos. “Eles não acreditaram. Foram me visitar e não me encontraram em casa”. Quando perguntavam “Cadê o G?”, sua mulher respondia com um sorriso entre os dentes: “No banco!”

Antes que pudesse voltar às atividades rotineiras, G passou por sessões fisioterápicas no hospital. Exercitou a respiração para melhorar os incômodos que sentiu após a cirurgia e hoje aderiu a uma alimentação mais natural, com muitas verduras e legumes. Frituras? Nem pensar! Além disso, um mês depois da cirurgia, G já faz exercícios leves, caminhadas e também está dirigindo. Os medicamentos estão sendo lentamente retirados pelo seu cardiologista, que acompanha o pós-operatório.

As preocupações de G agora são outras. Ele conta que se sente um adolescente de 12 anos. E pode. Seu coração, antes desgastado pela insuficiência cardíaca, agora passa pelo seu período mais virtuoso e essas sensações podem ser sentidas por todo o seu corpo.

Coração 100%, G é um novo homem com novas ambições e convicções – uma delas bastante curiosa: antes, pensava que se precisasse operar faria com um cirurgião de mais idade, pela experiência. Atualmente, após o sucesso de sua cirurgia com o Dr. Claúdio Gelape, o paciente pensa diferente: “Se fosse para eu fazer de novo, já estava lá na sala”.